.Tâmega em Perigo

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Sombras… Almas Perdidas

Acordo a meio da noite devido a um estranho ruído
Vejo as sombras na parede fria que me tentam dizer
O que a minha vida poderia ter sido
Penso nos cadáveres que encontrei há algumas horas atrás
Almas que finalmente encontraram alguma paz
Que se livraram deste mundo maldito
Onde os predadores nos rodeiam sob a lua cheia
E a voz dos que sofrem calam o seu grito
Ódio, Raiva
Almas negras que circulam na rua
Vejo os olhares perdidos
E cada face dura e crua
Olhares sombrios que parecem ver
O que penso, o que sinto
O mais profundo do meu ser
Melancólica, sento-me nas escadas
Ligo o MP3, ouço a voz do Layne Staley
Uma das almas agora descansadas
Ouço a voz do Kurt Cobain, sinto um alívio
Uma das “almas caladas”
É a única altura em que me sinto viva
Apenas quando oiço estas vozes
Estas almas caladas
Que (diz a humanidade) outrora, em vida
Foram também olhares perdidos, vidas desgraçadas
Sozinha…
Deixo escapar um suspiro
Penso nas pessoas que me rodeiam
Amigos, conhecidos
Sorrindo, tentam mostrar felicidade
Mas carregam no coração tristeza, dor
Quem sabe uma enorme saudade
Vejo as frases escritas na parede
“Menino dos olhos perfeitos”
Talvez isso seja apenas um disfarce
De alguém perdido no mundo
Talvez quem escreveu aquela frase
Não conseguiu ver o seu íntimo, o seu eu profundo
Recordo as sombras que me perseguem
Que me atormentam durante a noite
Penso em tudo o que tenho e o quanto vou sofrer
Quando um dia mais tarde tiver que as perder
Quem me dera poder mudar
Estas almas perdidas
Que caminham nesta cidade
Tornar este mundo feliz
Acabar com a dura realidade.
 
Marta
publicado por negra às 21:49
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Irritam-me as Pessoas

Já repararam que o que mais irrita o ser humano é o próprio ser humano?
IRRITAM-ME as pessoas.
Irritam-me as pessoas que pensam que sabem tudo. Irritam-me as pessoas arrogantes, cínicas e que pensam exclusivamente em si. Irrita-me a ausência de personalidade dessas pessoas. Irritam-me aqueles que trabalham demasiado e aqueles que não trabalham nada. Aqueles que se fazem de vítimas por não terem coragem de lutar por algo que querem, e aqueles que vivem passivamente sem qualquer objectivo. Irritam-me aqueles que vivem a criticar os outros pela maneira de vestir ou por outra futilidade qualquer. Irritam-me os irresponsáveis e os que levam a vida demasiado a sério, os que reparam em tudo e os que não reparam em nada. Aqueles que lamentam a sua existência, sem se importar com o facto de haver pessoas em situações muito piores. Irritam-me aqueles que tentam impor a paz usando a guerra. As pessoas que vivem presas aos preconceitos, e as que se mutilam. As pessoas obcecadas em emagrecer ou em engordar, as que se preocupam com as aparências, as que EZcREvEm aZZimm e que têm o descaramento de assinar a petição contra o novo acordo ortográfico. As que são viciadas em marcas de roupa ou em perfumes. As que lamentam a pobreza sem nada fazerem para ajudar. Irrita-me também a maneira como toda a gente diz "Amo-te" para aqui e para ali, e ama-se os namorados de 2 dias, assim como se ama os objectos. Irritam-me os que “curtem” e os que “estão na boa”. Os que estão sempre a arranjar confusão e os que não sabem impor respeito. Os que criticam os gostos pessoais de alguém, os traidores, os falsos, os interesseiros e os anti-sociais. Os que se dizem góticos, emo’s, metaleiros, hippies, rastas baseando-se apenas no visual. Irritam-me os que vêem o Cristiano Ronaldo a jogar e dizem ter “amor à pátria”, mas nunca ouviram falar em D. Afonso Henriques. Irritam-me as pessoas que vêem o suicídio como a solução para os seus problemas, as que julgam as outras pessoas sem as conhecerem, e as que fazem birra se as coisas não são como elas querem. Irritam-me as pessoas que pensam que têm que odiar as namoradas/os das pessoas de quem gostam, e as que fazem tudo para arruinar a vida de alguém. Irritam-me os hackers, os pedófilos, os assassinos e os violadores. As pessoas que abusam da liberdade e as que não olham a meios para chegar onde querem. Irritam-me os adolescentes que se julgam adultos para fazerem o que lhes apetece e as pessoas que chamam “melhor amigo” a alguém quando não têm noção do que é a amizade e quando, no fundo, ninguém conhece ninguém. Irritam-me as pessoas que ficam à janela de casa para ver o que o vizinho faz, quem entra e quem sai.
      Mas mais do que tudo isto, irrito-me a mim própria por ter consciência de que sou uma dessas pessoas e, mesmo assim, escrevi este texto.
 
Marta
publicado por negra às 00:52
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Indisciplina nas escolas

Ainda há alguns anos abandonei o ensino secundário, vindo de uma escola pacífica de uma pequena cidade do norte, rumo a Lisboa, mais propriamente à Faculdade de Direito de Lisboa. Já na época existiam problemas de indisciplina na minha e em outras instituições do ensino - mas nunca como me relatam agora, amigos e familiares professores.
A oposição diz que a culpa é do governo, a ministra não responde, as Federações de Associações Pais continuam a resumir-se à inutilidade que sempre as caracterizou e as Associações de Estudantes, que inúmeros Conselhos Directivos/Executivos, constituidos por professores, se dedicaram durante anos a destruirem, agora fazem falta - como meio para mediarem relações entre alunos e docentes.
Os professores nunca estiveram tão revoltados, quanto ao regime de avaliação com uma razão relativa, quanto à indisciplina com motivos, fundamentados, que devem fazer o governo agir, procurar soluções - nomeadamente para proteger os docentes e responsabilizar os familiares de alunos que não sabem e não querem estar na escola.
Falo como é óbvio do vídeo, o polémico vídeo de agressão a uma professora, que tem justamente revoltado as comunidades escolares, mas também a sociedade civíl em geral. Não consigo perceber como é que a docente agredida e a escola em questão não agem judicialmente contra a estudante agressora - um tratamento rígido contra esta "sra." e contra quem filmou e divulgou o vídeo, deviam servir de exemplo, aos que no futuro tentem prevaricar as regras da escola pública.
Não sei se o tratamento político deste problema deve passar por uma alteração do estatuto do aluno, se deve pelo contrário levar ao ressurgimento das Escolas de Correcção, ou se tudo isto pode ser substituido pela atribuição de mais poderes aos docentes. Quer-me parecer, no entanto, que a solucção óbvia, como já o havia dito, passa indubitavelmente pela responsabilização dos Encarregados de Educação, que têm que começar a ser multados monetariamente pelas irresponsabilidades dos educandos - só assim, infelizmente, os podemos fazer reflectir sobre o comportamente daqueles que deviam educar.


publicado por João Gomes às 10:57, no blogue «Aquela Opinião»
publicado por negra às 03:23
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