.Tâmega em Perigo

Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Avaliação dos professores - se o modelo é tão bom...

Avaliação dos professores

Opinião de uma advogada


Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).

Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.

A carreira seria dividida em duas:

Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.

A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.

A questão é saber se consideram aceitável o modelo?

Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

 

Já agora...

Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos (des)governantes...  

publicado por negra às 22:15
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Viva a política em Portugal!

Devido ao meu envolvimento no movimento cívico de oposição à construção da barragem de Fridão, percebi que há muitos ex-ministros e ex-secretários de estado que, depois de abandonarem as suas funções governativas, ocupam altos cargos em empresas ou bancos, com ordenados e regalias de sonho. Curiosamente, fica a sensação que quanto mais incompetente foi o seu trabalho no governo de que fez parte melhor o cargo conquistado. Duvida? Vejamos!

 

Por exemplo,...

 

Pina Moura:

Antes- ministro que definiu o Programa Nacional de barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico;
Agora- presidente da Iberdrola, S.A., empresa espanhola que conseguiu «ganhar» o concurso para a construção das barragens no rio Beça – Padroselos, e no rio Torno/Louredo – Gouvães (a tal que vai secar o rio Olo)

 

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

 

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

 

Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

 

Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

 

Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',
Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até morrer...)

 

António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

 

Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD 
 
José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES 
 
João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

 

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do CA do BES

 

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

Etc...etc...etc...  
  
O que é isto? Não, não é a América Latina, nem Angola. É Portugal no seu esplendor .

Cunha? Gamanço?  
E depois este ESTADO até quer que se declarem as prendas de casamento e o seu valor.

Já é tempo de parar! Não te cales, DENUNCIA estas «coincidências»!

Passa este texto; fá-lo circular.

publicado por negra às 18:33
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

ERMELO A PAR DAS ATROCIDADES LICENCIADAS PELO MINISTÉRIO DO AMBIENTE

No passado sábado, dia 8 de Novembro, foi realizada uma sessão de esclarecimento na freguesia de Ermelo (Mondim de Basto) pelo «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega», a propósito dos efeitos previsíveis, passíveis de antever, e que resultarão no Baixo Tâmega com a execução do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.


A convite da Junta de Freguesia de Ermelo (Mondim de Basto), no passado sábado (8/Novembro/2008), pelas 21 horas, desloquei-me à Casa do Povo da freguesia para apresentar à população as atrocidades que o «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» comporta de nocivo para as comunidades do Tâmega, nomeadamente com o projectado transvase das águas do rio Olo. O convite chegou por via do Eng.º Alfredo Pinto Coelho e de Alfredo Gonçalves, membros do núcleo de Mondim do «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega», presente em grande número, enquanto de Amarante se deslocaram também José Clemente e Rodrigo Oliveira.
Apesar do tempo pouco convidativo que se fazia sentir na encosta poente da serra do Alvão, a sessão esteve muito participada registando grande número de presenças e em questões colocadas à mesa.
Entre a informação prestada e as preocupações manifestadas pelos presentes no decurso da sessão, ficou muito claro que - um ano após o debate público ocorrido sobre essa famigerada falácia nacional inventada nas eléctricas, apadrinhada pelo Instituto da Água, I.P. (INAG)/Autoridade Nacional da Água e avalizada pelo Governo - a população de Ermelo nunca fora informada do que o «Programa Nacional de Barragens» para ela reserva directamente em privações e em desregulação das suas actividades agro-pastoris e do seu modesto quadro de vida rural, com o projectado transvase do rio Olo para alimentar os caudais na albufeira de Gouvães (Gouvães da Serra - Vila Pouca de Aguiar).
De acordo com o testemunho da Presidente da Junta de Freguesia (D. Maria da Glória Leite Nunes), até àquela data, apesar das diligências encetadas junto da Câmara Municipal de Mondim de Basto e do Parque Natural do Alvão, as respostas obtidas foram semelhantes: "nenhuma das entidades sabia de nada" (sic).
Aquilo que para todos nós - residentes no Tâmega, e conscientes dos efeitos esperados desse atentatório e ofensivo «Programa Nacional de Barragens» - é um absurdo, destrocam os patrões das eléctricas (EDP, S.A. e IBERDROLA, S.A.) em discursos de milhões, sem respeito pela vida de quantos na bacia do Tâmega já começaram a sentir dos efeitos do seu poder sedente e cego, e da farsante actuação, ordeira e submissa, do ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território, e do Desenvolvimento Regional e do seu inútil Instituto da Água, I.P./Autoridade Nacional da Água, rendidos à adjudicação bilionária do licenciamento, indiscriminado e mercenário, à captação e ao transvase das águas do Tâmega e do Olo.


José Emanuel Queirós

publicado por negra às 15:03
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

ALERTA!!

Afinal, o governo e a EDP preparam-se para antecipar a celebração do contrato relativo à construção da barragem de Fridão. Leia esta notícia do Marão Online no blogue Por Amarante Sem Barragens.

 

publicado por negra às 19:08
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

SALVAR O TÂMEGA E A VIDA NO OLO - primeiros subscritores

CIDADANIA PARA O DESENVOLVIMENTO NO TÂMEGA

Duas semanas depois de um primeiro encontro informal realizado em Amarante a 11 de Outubro – da iniciativa de alguns cidadãos residentes na região que convergem na análise dos problemas estruturais e do cinzentismo que afectam os vários concelhos do Tâmega – ontem (25.Outubro.2008) ocorreu novo encontro que contou com cerca de 20 participantes naturais de Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto e Amarante.

A partir da análise e da reflexão às problemáticas que a "Barragem de Fridão" vem colocar aos concelhos que irão ser afectados, em pessoas conscientes do estado das coisas nos seus municípios e na região, está a sedimentar a ideia da «cidadania para o desenvolvimento no Tâmega». Esse pode ser também o primeiro passo para ganhar lastro a ideia embrionária da solidariedade regional, e tomar corpo a criação de um movimento cívico regional capaz de perspectivar problemas concelhios comuns, de os analisar e de lhes dar tratamento público fora dos ensimesmados, sombrios e distantes redutos político-partidários, e do acabrunhamento em que têm lugar os habituais jogos paroquianos pela disputa do poder nos respectivos municípios.

É reconhecido que o quadro sócio-político deprimente que se impôs no Baixo Tâmega é devido, em grande parte, à falta de dinamismo que tem lugar na orientação de conduta dos municípios, a que não é inocente o ostracismo adoptado a partir da centralidade de Amarante, reconhecida como sede natural do Baixo Tâmega. Sem dinamismo nem laivos de qualquer iniciativa propulsora e polarizadora, os vários concelhos têm vindo a ganhar posição relativa de grande alheamento inter-concelhio e de incipiente cooperação municipal, como se constata dos resultados alcançados pelo associativismo municipal e urbano, e pelos obtidos pelo concurso empresarial do público-privado.

O palco para a construção deste cenário regional teve o seu tempo de realização e o seu «caldo» intra-concelhio, com os seus próprios protagonistas e o seu encadeamento de processos, numa exemplar conjugação de métodos bafientos em coerência de esforços e controlo. No seu conjunto, todos confluem e justificam o declínio sócio-económico e o vazio de liberdade experimentado nas rotinas de vida em cada um dos concelhos. Em última instância, globalmente, estas são algumas das causas para o empobrecimento progressivo registado e para a desconsideração colhida dos sucessivos Governos, no tempo presente em que o Baixo Tâmega aportou.

É caso paradigmático comum a todos os concelhos o que resulta da execução do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» (PNBEPH), onde a contrastar com os ruídos produzidos em Amarante pelo principal responsável autárquico, nos municípios de Basto vigora um silêncio cortante nos órgãos executivos e deliberativos.

Perante tal contexto regional, reconhecidos os efeitos nefastos e perversos que se são passíveis de antever no Baixo Tâmega pela retenção das águas dos rios Tâmega e Olo para exclusiva produção hidroeléctrica, esta segunda reunião de Amarante [ocorrida exactamente um ano após a discussão pública do «PNBEPH» na região do Norte] teve como único ponto da agenda a necessidade de uma tomada de posição pública, abrangente, sobre o processo que conduziu à adjudicação da concessão para a construção da Barragem de Fridão/«cascata do Tâmega» pelo Instituto da Água, I.P./Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.

Desenvolvimento regional, ordenamento do território, respeito pelo ambiente e consideração pelos residentes no vale do Tâmega, pelo direito à segurança, à qualidade de vida e à Vida, é exactamente pelo que pugnam os cidadãos

Alfredo José Simões Pinto Coelho (Mondim de Basto),

Alfredo Manuel Dinis da Costa Gonçalves (Mondim de Basto),

Amadeu Clemente Teixeira (Amarante),

António Adelino de Jesus (Amarante),

António Augusto Parente da Costa (Mondim de Basto),

António Aurélio Macedo Patrício (Amarante),

AntónioJosé Cardoso da Costa (Amarante),

António Teixeira (Amarante),

Armando José Pereira Oliveira (Mondim de Basto),

Artur Teófilo da Fonseca Freitas (Amarante),

Francisco João da Costa Pinto (Amarante),

Joaquim José Macedo Teixeira (Amarante),

José Morais Clemente Teixeira (Amarante),

José Manuel da Silva Moura (Mondim de Basto),

Jorge Manuel de Sousa Costa (Amarante),

José Emanuel Mendes Pilroto Coimbra Queirós (Amarante),

Luís Rua Van Zeller de Macedo (Amarante),

Marco Filipe Vieira Gomes (Cabeceiras de Basto),

Mário Manuel Ribeiro Maia (Amarante),

Rodrigo Luís Monteiro de Oliveira (Amarante),

Valdemar Pinheiro Coelho de Abreu (Amarante),

Vítor Filipe Oliveira Gonçalves Pimenta (Cabeceiras de Basto).

 

Entretanto, foi criado um blogue oficial do Movimento. Visite-o!

 

rio Tâmega - Ponte de Arame entre Amarante e Celorico de Basto

 rio Tâmega (ponte de arame) - local da implantação da barragem

publicado por negra às 12:50
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