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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Governados

 

 

Hoje, Portugal é como uma grande cidadela: em cada recanto, vemos, ouvimos e lemos ecos de uma incultura estampada, primeiro, nos meios de comunicação social e, depois, nos rostos apagados da maioria dos cidadãos. É tão subserviente e passivo o nosso povo que, se não tiver um guardião independente (uma ovelha negra) que olhe pelos seus direitos, os bandos de incultos que o governam fazem o que a real gana lhes determinar. Não há globalização ou power-points que disfarcem esta dura realidade que é "Portugal a entristecer", nas soalheiras tardes da democracia.

E a democracia? O que é a democracia?
A democracia é um ideal, mas nunca foi realizado. Foram sempre pequenos grupos que dominaram grupos maiores, por uma forma ou por outra. Tem sido sempre assim. Espero que um dia cheguemos realmente a ser a vontade geral que leva as coisas num determinado sentido. Me parece tão longínquo isso que me dá a impressão de que nessa altura nem é preciso haver democracia. Que as coisas decorrerão de tal maneira que a vontade geral se manifesta sem voto, sem nada, e tudo vai correr pelo melhor. Enfim, esperemos isso.
Agostinho da Silva (dito há 20 anos)

Agostinho da Silva
Síntese Biográfica
(Romana Brázio Valente)
 
1906 – Filho de Francisco José Agostinho da Silva e Georgina do Carmo Baptista da Silva, George Agostinho Baptista da Silva nasce no Porto a 13 de Fevereiro.
1906 (Agosto/Setembro) – Muda-se para Barca D’Alva, onde vive os primeiros da sua vida
1912/1913 – Regressa ao Porto. Como já sabia ler e escrever, a mãe inscreve-o no ensino primário (Escola de São Nicolau)
1913 – Faz o exame de primeiro grau e fica distinto
1914 – Faz o exame da 4ª Classe e ingressa na Escola Industrial Mouzinho da Silveira
1916 – Ingressa no Liceu Rodrigues de Freitas
1924 – Entra para a Faculdade de Letras do Porto para cursar Românicas mas, transfere-se, no mesmo ano lectivo, para Filologia Clássica
1928 – Termina a sua licenciatura e passa a colaborar na Revista Seara Nova
1929 – Defende a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas
1930 – Frequenta a Escola Normal Superior de Lisboa
1931 – Parte para Paris, como bolseiro, e estuda na Sorbonne e no Collége de France
1933 – Regressa a Portugal e é colocado no Liceu de Aveiro como professor, onde lecciona durante dois anos
1935 – É demitido do ensino oficial por não ter assinado a Lei Cabral (obrigatória para todos os funcionários públicos)
1935 – Consegue bolsa do Ministério das Relações Exteriores de Espanha e vai estudar para o Centro de Estudos Históricos de Madrid
1936 – Regressa a Portugal devido à iminência da Guerra Civil Espanhola
1938 – Abandona a Revista Seara Nova.
1939 – Criação do Núcleo Pedagógico Antero de Quental
1940 – Elaboração de Iniciação – Cadernos de Informação Cultural
1943 – É preso pela PIDE na Prisão do Aljube
1944 – Abandona Portugal e parte para a América do Sul. Entra pelo Rio de Janeiro e depois dirige-se para São Paulo
1945 – Abandona o Brasil e instala-se no Uruguai
1946 – Vive na Argentina
1947 – Regressa definitivamente ao Brasil. Instala-se em São Paulo mas, em seguida, fixa-se na Serra de Itatiaia
1948 – Abandona a Serra e instala-se no Rio de Janeiro. Nesta cidade, trabalha no Instituto Oswaldo Cruz (dedicando-se ao estudo de entomologia), ensina na Faculdade Fluminense de Filosofia e colabora com Jaime Cortesão, na Biblioteca Nacional, no aprofundamento da obra de Alexandre Gusmão
1952 – Integra o corpo docente da Universidade de Paraíba (João Pessoa) e lecciona também em Pernambuco
1954 – Participa, ao lado de Cortesão, na organização da Exposição do 4º Centenário da Cidade de São Paulo
1955 – Ajuda a fundar a Universidade de Santa Catarina
1959 – Criação do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) e ensina Filosofia do Teatro na Universidade da Bahia
1961 – Torna-se assessor para a política externa do Presidente Jânio Quadros
1961 – Regressa fugazmente ao Rio de Janeiro e a Santa Catarina, porém, ruma para Brasília
1962 – Colabora na fundação da Universidade de Brasília e cria o Centro de Estudos Portugueses na mesma Universidade
1963 – Equiparado a bolseiro da UNESCO, visita o Japão. Em Tóquio dá aulas de português. Aproveita a sua ida ao Oriente para conhecer Macau e Timor. No mesmo ano vai aos Estados Unidos da América. Regressa posteriormente ao Senegal.
1964 – Assenta moradia entre Cachoeira (no recôncavo baiano) e Salvador (onde congemina a formação do Museu do Atlântico Sul no Forte de São Marcelo). Em Cachoeira funda a Casa Paulo Dias Adorno que, para além de ser um Centro de Estudos (extensão do Centro de Brasileiro de Estudos Portugueses da Universidade de Brasília), é também uma escola
1969 – Avesso a ditaduras, sai do Brasil em 1969 e regressa ao seu pais de origem
1969-1994 – Num Portugal onde reina uma primavera marcelista, devota-se essencialmente à escrita. Mais tarde, e já depois da Revolução dos Cravos, Agostinho regressará ao ensino: universitário por título honorifico e particular e informal na sua casa do Príncipe Real. Nessa altura é reformado pelo Governo Brasileiro. Só uns tempos depois, o Governo de Portugal lhe restituirá os retroactivos concernentes aos anos da Ditadura. Contudo, e despreocupado com a questão financeira, viaja, escreve, recebe medalhas e títulos, participa em programas de televisão, é reconhecido filósofo popular, mas, na sua perspectiva, é o tempo em que se ocupa da sedimentação da futuridade da Era do Espírito Santo
1994 – Morre em Lisboa a 3 de Abril.
publicado por negra às 14:41
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